O presente artigo trabalha com a perspectiva da arte como espelho transformador das consciências, como defendido por Arthur Danto, em diálogo com a análise de Jacques Leenhardt sobre a obra “Etant Donnés”, de Marcel Duchamp, a fim de pensar, em última instância, se a própria realidade poderia funcionar como um espelho, uma vez que habitamos um momento histórico em que a distinção entre arte e realidade perdeu sua evidência e em que estamos submersos em reflexos (selfies e black mirrors) e imagens clichês (imagens readymades) em excesso.
The present article works with Arthur Danto’s perspective on art as a improving mirror for conscience changes in dialogue with Jacques Leenhardt’s analysis of “Etant Donnés”, Marcel Duchamp last work, in order to think if it’s possible for reality itself to be a mirror, since we inhabit a world in which the distinction between art and reality it’s not clearly evident, a world submersed in glimmers (selfies and black mirrors) and cliché images (readymade images).