Este texto é uma resposta ao texto de Fernando de Moraes Barros, intitulado “Ontologia coercitiva da obra de arte: Adorno contra Heidegger”. Em linhas gerais, trata-se de um exame do funcionamento interno do texto “A origem da obra de arte”, de Heidegger. Assume-se a coexistência de dois eixos no texto de Heidegger, um crítico, compatível com o pensamento de Adorno, e outro ontológico, incompatível com a reflexão de Adorno sobre a arte.
This text is a response to Fernando de Moraes Barros “Coercitive ontology of works of art: Adorno versus Heidegger”. It investigates the functioning of Heidegger’s “The origin of the work of art“ as a text, concluding with a critical thesis that assumes the coexistence of two axes in Heidegger’s text: a critical one, compatible with Adorno’s thought, and an ontological one, which cannot be considered compatible with Adorno’s views on art.