Artigo, inicialmente, apresentado em uma mesa durante o XII Encontro do GT de Estética da ANPOF, que ocorreu em Julho de 2024, em São Paulo – SP. Na ocasião, discutiu-se o texto “A semântica das formas: estética e dialética na crítica e na arte contemporâneas”, apresentado por Ulisses Vaccari. Assim, parte-se aqui da discussão de Vaccari sobre a historicização das categorias estéticas e sua influência na interpretação de obras de arte, a partir da análise da obra de Peter Szondi, Teoria do drama moderno (1880-1950). Reconstrói-se sua argumentação em torno da obra de Szondi, que traz ainda análises de sua herança hegeliana, mesmo que indireta, a partir da influência de autores como Walter Benjamin, Theodor Adorno e Georg Lukács, além de uma intersecção com o pensamento de Peter Bürger. Assim, a partir disso, e trazendo o teatro épico de Bertold Brecht para o debate, discute-se a tensão entre forma e conteúdo nas artes contemporâneas, especificamente nas artes da cena, explorando como essa relação molda a recepção e a significação das obras. Investiga-se como a dicotomia entre forma e conteúdo é central no debate estético, evidenciando que, apesar das vanguardas modernistas terem questionado a primazia formalista, a arte contemporânea frequentemente ressignifica essa tensão. A crítica à separação rígida entre forma e conteúdo revela como as estratégias artísticas atuais, como aqueles da arte da performance, dialogam tanto com a materialidade da obra quanto com seu significado sociopolítico. Desse modo, o artigo ressalta que, longe de ser um problema pretérito, a problemática forma-conteúdo permanece central para a compreensão da arte na contemporaneidade.
This article was initially presented during the XII Meeting of the ANPOF Aesthetics GT, which took place in July 2024,in São Paulo - SP. On that occasion, the text 'The Semantics of Forms: Aesthetics and Dialectics in Contemporary Criticism and Art,' presented by Ulisses Vaccari, was discussed. Vaccari's discussion on the historicization of aesthetic categories and their influence on interpreting works of art is based on an analysis of Peter Szondi's work, The Theory of Modern Drama (1880-1950). His argument is reconstructed around Szondi's work, which also includes an analysis of his Hegelian heritage, albeit indirectly, based on the influence of authors such as Walter Benjamin, Theodor Adorno, and Georg Lukács, as well as an intersection with the thought of Peter Bürger. Thus, based on that, and bringing Bertold Brecht's epic theater into the debate, the tension between form and content in contemporary arts is discussed, specifically in the performing arts, exploring how this relationship shapes the reception and meaning of the works. It investigates how the dichotomy between form and content is central to the aesthetic debate. It highlights that although the modernist avant-garde questioned formalist primacy, contemporary art often re-signifies this tension. The critique of the rigid separation between form and content reveals how current artistic strategies, such as those of performance art, dialog with both the materiality of the work and its socio-political significance. In this way, the article emphasizes that, far from being a past problem, the form-content issue remains central to understanding art in contemporary times.