O artigo é uma resposta ao texto "Onde a luz não bate - o estatuto do artista no Brasil colonia", de Pedro Galé. Alguns pontos de vista do texto em tela são aceitos, enquanto outros são rejeitados, principalmente os que evocam a velha - e frequentemente infrutífera - polêmica sobre a existência do estilo barroco. A primeira seção deste artigo descreve o argumento principal de Galé sobre situação dos artistas visuais no período colonial brasileiro. Sua segunda seção enfoca a discussão sobre o estilo barroco em geral, levando-se em conta os seus aspectos estéticos e históricos. A terceira seção aborda a questão sobre a existência de um barroco brasileiro, especialmente, de um barroco mineiro. Para a discussão desse último tópicos, alguns pontos de vista de Vilém Flusser são levados em consideração.
This article answers Pedro Galé's paper "Onde a luz não bate - o estatuto do artista no Brasil colonial." Some of its viewpoints are accepted, while others are rejected, mainly the ones that evoke the old - and often unfruitful - polemic about the existence of the baroque style. The article's first section describes Galé's main point of his paper on the situation of the visual artists in the age of Brazil as a colony of Portugal. Its second section focuses on discussing the baroque style in general, considering its aesthetic and historical aspects. The third section of the article delves into the question of the existence of a Brazilian baroque - particularly a baroque of the state Minas Gerais. For discussing this last topic, some viewpoints of Vilém Flusser are taken into account.