Why We Need Black-feminist Poetry
Guilherme Foscolo
Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
Itabuna (BA)
Alessandra Barbosa Adão
Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)
Itabuna (BA)
FOSCOLO, Guilherme; ADÃO, Alessandra Barbosa. “Why We Need Black-feminist Poetry”. Viso: Cadernos de estética aplicada, v. 16, n° 30 (jan-jun/2022), p. 144-168.
Aprovado: 23/05/2022 · Publicado: 28/08/2022
Why We Need Black-feminist Poetry

This essay aims at a double goal: reconstructing the problem of  how Enlightenment created and sharpened the conceptual weapons that made possible the European colonialist/slavery-machine (reframing thus universal history as a project of universalization of European/colonialist reason); and arguing how black-feminist poetry plays a fundamental anti-colonial role not only in exposing/forcing into review colonialist/racist thought, but also in creating non-totalitarian worlds of possibilities. Mostly, these two poles are put in motion in a non-systematic argumentative movement: our medium of/for reflection are an assembly of Theodor Adorno’s philosophy and black-feminist poetry and thought. The analyses of Brazilian black-feminist inventions – particularly, Conceição Evaristo’s concept of “escrevivência”, Priscila Rezende’s Bombril (2010) performance and Tamara Franklin’s videoclip for Wakanda (2019) – is meant to allow for an innovative take on Adorno’s concept of art as social monad, which will be revisited in view of the key-concepts of technopolitics/technopoiesis.

Palavras-chave:
black feminism; Adorno; escrevivência; technopolitics; techopoiesis
Por que precisamos de poesia feminista negra

Este ensaio visa a um duplo objetivo: reconstruir o problema de como o Iluminismo criou e afiou as armas conceituais que tornaram possível a maquinaria europeia de colonização/escravidão (reconfigurando assim a história universal como um projeto de universalização da razão colonialista europeia); e argumentar como a poesia feminista negra desempenha um papel anticolonial fundamental não apenas em que expõe/produz a crítica do pensamento colonialista/racista, mas também em que cria mundos não-totalitários de possibilidades. Em geral, ambos os objetivos são colocados em movimento através de uma argumentação não-sistemática: nosso meio de/para reflexão é uma seleção de passagens da filosofia de Theodor Adorno e da poesia e pensamento feminista negros. A análise de invenções feministas negras brasileiras – particularmente, do conceito de “Escrevivência” de Conceição Evaristo, da performance Bombril (2010) de Priscila Rezende e do videoclipe Wakanda (2019) de Tamara Franklin – destina-se a permitir uma abordagem inovadora do conceito de arte de Adorno como mônada social, que será revisitado tendo em vista os conceitos-chave de tecnopolítica/tecnopoiesis.

Keywords:
feminismo negro; Adorno; escrevivência; tecnopolítica; tecnopoiesis