From Where Contemplate: On Kafka's First Book
Simone Brantes
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Rio de Janeiro, Brazil
BRANTES, Simone. “Desde onde contemplar: sobre o primeiro livro de Franz Kafka ”. Viso: Cadernos de estética aplicada, v. 9, n° 17 (jul-dec/2015), p. 15-44.
Accepted: 01/24/2016 · Published: 02/17/2016
Desde onde contemplar: sobre o primeiro livro de Franz Kafka

Ao falar sobre Contemplação, o seu primeiro livro, Kafka diz haver nele uma “desordem sem salvação”, que “é preciso se aproximar muito” para ver aí “alguma coisa”. Esse artigo é resultado de uma tentativa de aproximação desse lugar ideal de contemplação a partir do qual não apenas podemos ver neste conto “alguma coisa”, mas a coisa que está em jogo em uma de suas últimas obras, o conto A construção. Em Contemplação, nos interessará o movimento dos personagens de dentro para fora e de fora para dentro e a fuga ao perigo de alienação que é representado por um outro com um poder aniquilador sempre articulados à busca da autonomia. “A coisa” que está em jogo em “A construção” e em Contemplação será a escrita na qual irão se cruzar, como estados inseparáveis, a autonomia e a alienação.

Palavras-chave:
Contemplação; construção; escrita; autonomia; alienação
From Where Contemplate: On Kafka's First Book

When talking about Contemplation, his first book, Kafka says that there is a “disorder with no salvation” in it, that “it's necessary to get really closer” to see “something” there. This text is result of an attempt of getting closer to this ideal place of contemplation from which we cannot only see “something” in this short story, but the thing that is at stake in one of his last works, the short story The Burrow. In Contemplation, what concerns us is the movement of the characters from the inside to the outside and from the outside to the inside and the escape to the danger of alienation that is represented by an other as an annihilating power always articulate to the quest of autonomy. “The thing” that is at stake in “The burrow” and in Contemplation will be the writing in which the autonomy and the alienation will be crossed as inseparable estates.

Keywords:
Contemplation; burrow; writing; autonomy; alienation