Tucumán Arde e a primeira bienal de arte de vanguarda
Felipe Prando

Em um dia de outubro de 1968, a cidade de Rosário, Província de Santa Fé, Argentina, amanheceu com cartazes colados em seus muros anunciando a 1ª Bienal de Arte de Vanguardia que seria realizada entre os dias 03 e 09 de novembro na Rua Cordoba, 2061, sede da CGT-A, Central Geral de los Trabajadores – de los argentinos. Este anúncio era parte de uma das etapas do trabalho artístico Tucumán Arde1, uma proposição de “concepção e realização coletiva e multidisciplinária”.2 Estas semanas de novembro marcaram a erupção final de um processo coletivo no qual artistas abraçaram o arriscado caminho da articulação entre a experimentação artística e a ação política.

Tucumán Arde não foi um acontecimento isolado, foi parte de um contexto político e cultural que Ana Longoni e Mariano Mestman denominaram “itinerário de 68”.3 Neste período, artistas de Buenos Aires e Rosário até então envolvidos com instituições artísticas locais protagonizaram uma série de atos através dos quais anunciaram rupturas com as mesmas instituições. Ações que demarcaram suas respectivas posições em um contexto de radicalização política com aumento da repressão policial e recorrentes práticas de censura intensificadas em 1966 com o golpe militar que colocou o General Juan Carlos Ongania na presidência da República.

Como forma de protesto à postura condescendente do Instituto Di Tella, Buenos Aires, em relação à censura imposta a um dos trabalhos exibidos na mostra “Experiências 68”, os artistas retiraram seus trabalhos da galeria e os jogaram no meio da rua. A entrega do Prêmio Braque, patrocinado pela embaixada da França, realizada no Museo Nacional de Bellas Artes de Buenos Aires, teve sua cerimônia interrompida por artistas que denunciavam a “infiltração do imperialismo e do fascismo nos fenômenos da cultura”.4 Margarita Paska, Roberto Jacoby e Eduardo Favario e outros artistas foram levados do museu presos pela polícia. Em Rosário, no mesmo 1968, artistas do Grupo de Arte de Vanguarda organizaram o Ciclo de Arte Experimental, uma mostra na qual, a cada 15 dias, uma pessoa do grupo expunha seu trabalho em um lugar que não era uma galeria tradicional, nem um museu. As exposições ocorreram em uma sala comercial com uma grande vitrine aberta para a calçada. O objetivo era chegar a um público que não era o que ia ao museu ou às galerias.

Em agosto de 1968, os grupos de Buenos Aires e Rosário reuniram-se na cidade de Rosário para a realização do I Encuentro Internacional de Vanguardia. Ali na gestação de Tucumán Arde alguns artistas apresentaram textos para serem debatidos. Ricardo Carreira apresentou Compromisso y arte5 em que afirma que o compromisso do artista não deve ser medido em termos de “exigência moral”, mas sim pelo “grau de efetividade da arte” sem deixar de lado uma busca formal. Uma ideia de efetividade que o artista nomeou deshabituación, um efeito massivo e cotidiano capaz de incomodar a boa consciência adormecida de tal modo que resulte insuportável.

No mesmo encontro, o artista Leon Ferrari apresentou o texto Arte de los significados no qual desenvolveu a ideia de que, naquele momento, os artistas de vanguarda, por terem direcionado seus trabalhos para os críticos, teóricos, colecionadores, museus e galerias, encontravam-se diante do seguinte dilema:

seguir trabalhando sob a direção e censura dos intermediários com desenvolvimentos formais em obras destinadas às minorias e refletindo tendências e modas que nos chegam do exterior onde também estão destinadas às minorias, ou mudar de público.6

Para Ferrari, mudar de público não era uma questão de endereçamento do trabalho de arte, mas da própria constituição deste, visto que é resultado de uma série de fatores que são canalizados através do autor, em especial o público ao qual se dirige: “a obra se realiza em colaboração invisível entre o artista e seu público, entre o artista e os intermediários”.7 A formulação de uma nova estética implicava uma troca de coautor através da confrontação de suas produções com um público que se preocupará menos com o estilo formal do que com o significado do trabalho, reivindicado como um material estético tão importante quanto a luz, o tempo, a cor, a ação, etc. Ao se referir aos significados, Ferrari busca identificar o espaço da política na constituição dos trabalhos de arte, sem deixar de alertar que “o significado sozinho não faz uma obra de arte […] a qual resulta da busca por materiais estéticos e da invenção de leis para organizá-los ao redor dos significados”.8

As declarações de Leon Ferrari registram elementos de uma concepção de vanguarda compartilhada entre os artistas envolvidos no itinerário de 1968. Um conceito não unívoco, visto que Ricardo Carreira propôs o conceito de deshabituación para pensar o que faziam, enquanto Edgardo Vigo propôs o de revulsión. Todavia, estas múltiplas definições buscavam reconhecer e legitimar uma produção artística experimental que buscava ampliar os limites da arte mediante a incorporação de novos procedimentos e materiais que incluíam a política com o objetivo de incidir nas dinâmicas de transformação social.

Com o propósito de pôr em prática estas discussões os e as artistas reunidos no I Encuentro de Arte de Vanguardia puseram em marcha a realização do trabalho Tucumán Arde. A escolha de Tucumán foi fundamentada pela situação econômica, social e política vivida nesta região. Com uma longa história de pobreza e opressão política, a região acabava de ser submetida a uma nova política de governo, chamada Operativo Tucumán, que implicou o fechamento de uma dezena de engenhos de açúcar que contemplava uma política de concentração de renda e a desestruturação de uma rede de resistência dos trabalhadores através do esvaziamento e neutralização das organizações sindicais locais. Como modo de intervir e denunciar o que ocorria em Tucumán, os artistas estabeleceram uma estratégia de contrainformação com o propósito de romper o silêncio dos meios de comunicação oficiais. Propunham o que nomearam de arte revolucionária ao postularem a criação estética como uma ação coletiva e violenta9 capaz de destruir o sistema cultural oficial pela oposição de uma cultura subversiva integrada ao processo político transformador.

Tucumán Arde foi apresentado na CGT-A da Cidade de Rosário nos dias anunciados pelos cartazes da 1ª Bienal de Arte de Vanguardia. Nas semanas seguintes, chegou ser montada na CGT-A de Buenos Aires, mas por pressão política e policial foi imediatamente desmontada. Pretendia-se que Tucumán Arde fosse apresentado em sindicatos, organizações estudantis e centros culturais.

O uso dos cartazes convocando o público para uma Bienal de Arte cumpriu papel semelhante a outras ações do projeto, de dissimulação e camuflagem para permitir o desenvolvimento e evitar possíveis atos de repressão. Mesmo sendo bastante claro que Tucumán Arde foi uma manifestação contra o sistema e desde fora do sistema e dos circuitos internacionais da arte de elite10, a alusão estratégica às bienais de arte abre a possibilidade de tomá-lo para interrogar este modelo de exposições no qual os que têm menos poder de decisão são os artistas, exceto quando são celebridades.

Em tempos de espetacularização da cultura na qual a produção artística ocupa um lugar central atraindo público e investimentos financeiros, e de uma onda política autoritária, a experiência Tucumán Arde pode contribuir para reabrir uma antiga questão sobre como as produções artísticas e as exposições de arte conversam com a política de seu tempo.


Grupo de Arte de Vanguarda. Rosário, Argentina, 1968.

Emilio Ghilioni, Rodolfo Elizalde, Lía Maisonnave, Norberto Puzzolo.
O que pensavam?

 


Grupo de Arte de Vanguarda. Rosário, Argentina, 1968.

Aldo Bortolotti, Graciela Carnevale, Juan Pablo Renzi, Noemí Escandell, Emilio Ghilioni y Lía Maisonnave.
O que desejavam?

 


Grupo de Arte de Vanguarda. Rosário, Argentina, 1968.

Graciela Carnevale, Lía Maisonnave, Aldo Bortolotti, Norberto Puzzolo, Juan Pablo Renzi.
Eram felizes?

 

Na América Latina sempre soubemos que os aviões foram utilizados para jogar corpos dissidentes ao mar e para dar golpes militares.

 


CADA (Colectivo de Acciones de Arte). Ay Sudamérica. Santiago de Chile, 1981.

Com o propósito de combater as imagens do bombardeio do Palácio de La Moneda no Golpe de Estado de 1973, estes aviões sobrevoam Santiago e lançam folhetos com um texto que aponta para a abertura de novos espaços de vida.

 


CADA (Colectivo de Acciones de Arte). Ay Sudamérica. Santiago de Chile, 1981.

“Por isso, hoje, propomos para cada pessoa um trabalho na felicidade, que é a única grande aspiração coletiva, um trabalho na felicidade”.11

 

O que pensavam?

 

O que desejavam?

 

Eram felizes?

 


Graciela Carnevale. Ciclo de Arte Experimental. Rosário, Argentina, 1968.

Estas imagens registram encontros do Grupo de Artistas de Vanguarda da cidade de Rosário, província de Santa Fé, Argentina. Viviam a última etapa de um breve e intenso itinerário que havia começado em 1965 e que agora no conturbado 1968, quando esta foto foi realizada, viviam a vertigem de uma experimentação estética com uma acelerada politização.

 


Leon Ferrari. La civilización occidental y cristiana, 1965.

Sobre a ocasião em que apresentou La civilización occidental y cristiana, Leon Ferrari comenta: “Quando mudei minha ideia sobre a arte, após os bombardeios no Vietnam, adverti Romero Brest que faria outra coisa. Dois ou três dias antes da inauguração, notei que Romero estava preocupado ao ver o avião montado. Sugeriu substituir o avião por uma maquete ou outra peça. Eu me encontrei frente a um dilema: tomar o caminho das artes plásticas, que exigiria retirar tudo e denunciar a censura; ou o caminho da política, como meu propósito inicial de expor algo sobre o Vietnam, precisamente ali, no lugar das liberdades proclamadas pelos bombardeios norte-americanos.”12

 


Noche de los bastones largos. Faculdade de Ciências Exatas, Universidade de Buenos Aires, 1966.

Às 10h da noite de 29 de julho de 1966, a recém instaurada ditadura do General Juan Carlos Onganía, invadiu a Faculdade de Ciências Exatas da Universidade de Buenos Aires. Estudantes e professores foram presos e espancados. As condições históricas argentinas, golpe de estado e intervenções nas universidades, mostravam que a permissividade das instituições culturais tinham limites precisos.

 


Experiências 68. Instituto di Tella. Buenos Aires, Argentina, 1968.

Buenos Aires, 31 de Maio de 1968. No Instituto Torquato di Tella aconteceu a exposição “Experiências 68”. Roberto Plate expôs El Baño. Sob a alegação de que o textos escritos pelo público no interior do banheiro afetavam a moralidade pública a polícia censurou o trabalho. Em protesto contra a censura policial e a posição da instituição em relação a esta, os artistas retiraram seus trabalhos da exposição, destruíram e jogaram seus restos na rua. Para a maior parte dos artistas envolvidos, abandonar as instituições de arte não era renunciar à arte.

 

Tucuman é açúcar. Este texto aparece em 3 cartazes sempre carregados por crianças que aparecem no primeiro plano desta imagem produzida durante uma manifestação contra o fechamento dos engenhos de açúcar da província de Tucumán, Argentina. Em 12 de janeiro de 1967, Hilda Guerrero Molina participava de uma manifestação contra o fechamento dos engenhos quando foi morta pela polícia.

 


Graciela Carnevale. Ciclo de Arte Experimental. Rosário, Argentina, 1968.

A artista Graciela Carnevale trancou estas pessoas dentro da galeria e foi embora. Era outubro de 1968. É possível ser um observador passivo numa situação de confinamento e opressão?

 

Um cartaz fixado na vitrine convidava o público a deslocar-se para outro lugar da cidade. Esta obra percurso foi o trabalho que o artista Eduardo Favario realizou no Ciclo de Arte Experimental, em setembro de 1968. Alguns anos mais tarde ingressou no Partido Revolucionário de los Trabajadores (PRT). Em 11/10/1975 foi assassinado pela ditadura argentina. Favario deixou anotado em seu diário “estou entusiasmado com um céu cinza claro e um sol amarelo”.

 


Graciela Carnevale. Ciclo de Arte Experimental. Rosário, Argentina, 1968.

Uma pessoa do público que havia se aglomerado do lado de fora quebrou o vidro com um golpe libertando os visitantes “prisioneiros”. Encerrava-se ali, em outubro de 1968, o Ciclo de Arte Experimental organizado pelo Grupo de Arte de Vanguarda da cidade de Rosário.

 


Tucumán Arde. Inauguração da exposição na CGT-A. Rosário, Argentina, 1968.

Em agosto de 1968, durante o primeiro Encontro Nacional de Arte de Vanguarda, realizado na cidade de Rosário com artistas locais e de Buenos Aires Leon Ferrari apresenta seu texto “A arte dos significados” no qual afirma que “o triunfo das obras significou o fracasso das intenções. A denúncia foi ignorada e a arte aplaudida”.13 Propunha a procura por outros espaços para exposições nos quais encontrariam outro público. Abria-se a última etapa do itinerário 68, o início do projeto Tucumán Arde.

 


Grupo de Arte de Vanguarda. Assalto à conferência de Romero Brest. Rosário, Argentina, 12 de julho de 1968.

“Aqui estamos, Romero !!! Senhoras e Senhores, comunicamos que isto é um assalto à conferência de Romero Brest, e que no lugar dele, vamos falar nós., ainda que muito pouco, porque consideramos que as palavras não constituem um testemunho durável e podem ser facilmente tergiversadas, ao contrário, o que queremos que recordem é o ato em si, esta pequena violência que cometemos ao impor nossa presença a vocês. Aqui estamos porque vocês vieram escutar sobre arte de vanguarda e de estética, e a arte de vanguarda e a estética é o que nós fazemos.”14

 


Tucumán Arde. Cartaz elaborado por Juan Pablo Renzi. Rosário, Argentina, 1968.

Postulavam uma “nova estética” que implicava na progressiva dissolução das fronteiras entre ação artística e a ação política: a violência política torna-se material estético (não apenas como metáfora ou invocação, mas também apropriando-se de recursos, modalidades e procedimentos próprios do âmbito da política, ou melhor, das organizações de esquerda). “Queremos restituir as palavras, as ações dramáticas e as imagens aos lugares onde possam cumprir um papel revolucionário, onde sejam úteis, onde se convertam em ‘armas para a luta’”.15

 


Tucumán Arde. Rosário, Argentina, 1968.

Outubro de 1968. Primeira etapa. Campanha publicitária anônima. Cartazes com a palavra Tucumán são espalhados pela cidade de Rosário.

 


Tucumán Arde. Rosário, Argentina, 1968.

Com a ajuda de estudantes e sindicalistas são realizadas pixos e colagens de cartazes “Tucumán Arde”.

 


Tucumán Arde. Noemí Escandell e Emilio Ghilioni entrevistando uma família de trabalhadores de um engenho. Tucuman, Argentina, 1968.

Segunda etapa. Artistas realizam viagens para visitar a região dos engenhos da província de Tucumán com o propósito de realizarem entrevistas, reportagens, gravações, filmagens que serão utilizadas na montagem da mostra-denúncia que evidenciará a contradição dos conteúdos da informação oficial e a realidade de fato.

 


Tucumán Arde. Exposição na CGT-A. Rosário, Argentina, 1968.

Terceira etapa. Para facilitar a tarefa dos artistas e evitar a repressão os mesmos realizaram uma conferência no Museo de Bellas Artes de Tucumán. Suas atividades foram comunicadas a toda imprensa e autoridades da capital tucumana apresentando uma versão camuflada do projeto.

 


Tucumán Arde.Rosário, Argentina, 1968.

Cartazes espalhados pela cidade de Rosário anunciavam a realização da 1ª Bienal de Arte de Vanguarda na sede da CGT-A.

 


Tucumán Arde. Exposição na CGT-A. Rosário, Argentina, 1968.

Última etapa: inauguração da exposição do material na sede do sindicato, no mesmo dia e no mesmo lugar em que se havia anunciado a inauguração da “1ª Bienal de Arte de Vanguarda”.

 


Tucumán Arde. Exposição na CGT-A. Rosário, Argentina, 1968.

Ao entrar na exposição o público passava sobre 3 cartazes colados no chão. Cada um com o nome de um proprietário de um engenho de açúcar de Tucuman. Neste da imagem era o nome Patrón Costa.

 


Tucumán Arde. Exposição na CGT-A. Rosário, Argentina, 1968.

No primeiro plano da imagem observamos duas pessoas conversando e tomando café. Xícaras de café amargo foram servidas em alusão ao fechamento dos engenhos e à fome que afligia a população tucumana. Tucuman é açúcar?

 

A cada 10 minutos apagava-se a luz. A cada 10 minutos morria uma criança em Tucumán.

 


Tucumán Arde. Exposição na CGT-A. Rosário, Argentina, 1968.

Ao fundo o cartaz “Primeira Bienal de Arte de Vanguarda” colado acima de uma fotografia ampliada com uma cena de repressão policial em Tucumán.

 


Tucumán Arde. Exposição na CGT-A. Rosário, Argentina, 1968.

Colados sobre os cartazes com a palavra Tucumán vê-se a montagem realizada por Leon Ferrari com artigos de jornais publicados no ano de 1968 que se referiam a situação de Tucumán. O mesmo Ferrari que em agosto de 1968 finalizou a leitura do seu texto “A arte dos significados” com as seguintes palavras: “A arte não será nem a beleza nem a novidade, a arte será a eficácia e a perturbação. A obra de arte realizada será aquela que dentro do meio onde o artista se move tenha um impacto equivalente ao de um atentado político em um país que se liberta”.16

Referências bibliográficas

CADA (Colectivo de Acciones de Arte). Folheto Ay Sudamérica. Santiago de Chile, 1981. Disponível em: <http://archivosenuso.org/cada/accion#viewer=/viewer/192%3Fas_overlay%3Dtrue&js=>. Acesso em: 10.11.2019.

CARREIRA, Ricardo. Compromiso y arte. Manuscrito, 1968. Arquivo pessoal de Graciela Carnevale. Disponível em: <https://icaadocs.mfah.org/icaadocs/THEARCHIVE/FullRecord/tabid/88/doc/760298/language/en-US/Default.aspx>. Acesso em: 10.01.2020.

FERRARI, León. El arte de los significados. Buenos Aires-Rosário, 1968. Manuscrito. Disponível em: <https://icaadocs.mfah.org/icaadocs/ELARCHIVO/RegistroCompleto/tabid/99/doc/755986/language/es-MX/Default.aspx>. Acesso em: 10.11.2019.

_____. Prosa política. Buenos Aires: Siglo XXI, 2005.

GRAMUGLIO, Maria Teresa; ROSA, Nicolas. Tucumán Arde. Rosário, 1968. Manuscrito. Arquivo pessoal de Graciela Carnevale. Disponível em: <https://icaadocs.mfah.org/icaadocs/THEARCHIVE/FullRecord/tabid/88/doc/766316/language/en-US/Default.aspx>. Acesso em: 10.11.2019.

GRUPO DE ARTE DE VANGUARDIA. Descripción de la acción “asalto a la conferencia de Romero Brest”. Julho de 1968. Manuscrito. Arquivo pessoal de Graciela Carnevale. Disponível em: <http://archivosenuso.org/carnevale/colecciones#viewer=/viewer/2236%3Fas_overlay%3Dtrue&js=>. Acesso em: 10.11.2019.

RENZI, Juan Pablo. Tucumán Arde. Rosário, s.d.. Manuscrito. Disponível em: <http://www.juanpablorenzi.com/Escritos/TucumanArde_JPR.pdf>. Acesso em: 11.11.2019.

LA PRENSA. “Se entregaron los premios Georges Braque y hubo algunas manifestaciones de protesta y detencionesBuenos Aires, 17 de julho de 1968.

LONGONI, Ana. Del Di Tella a Tucumán Arde: vanguardia artística y política en el 68 Argentino. Buenos Aires: EUDEBA, 2008.

_____. “El mito de Tucumán Arde”. Artelogie [Online], n. 6 (2014). Disponível em: <http://journals.openedition.org/artelogie/1348>. Acesso em: 25.04.2020.

_____. “Vanguardia y Revolución como ideas-fuerza en el arte argentino de los años sesenta”. Modos: Revista de história da arte, v. 1, n. 3, (setembro-dezembro, 2017), p. 151-178.

Créditos das imagens

1. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

2. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

3. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

4. Lotty Rosenfeld (Archivos en uso).

5. Lotty Rosenfeld (Archivos en uso).

6. Lotty Rosenfeld (Archivos en uso).

7. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

8. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

9. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

10. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

11. Fundación Augusto y León Ferrari Arte y Acervo (FALFAA).

13. Arquivo Roberto Jacoby (Archivo en uso).

15. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

16. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

17. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

18. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

19. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

20. Arquivo Graciela Carnevale (Archivos en Uso).

21. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

22. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

23. Arquivo Graciela Carnevale (Archivos en Uso).

24. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

25. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

26. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

27. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

28. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

30. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

31. Arquivo Graciela Carnevale, Fotografia de Carlos Militello (Archivos en Uso).

* Felipe Prando é professor do Departamento de Artes da UFPR.
1 Participaram de Tucumán Arde María Elvira de Arechavala, Beatriz Balvé, Graciela Borthwick, Aldo Bortolotti, Graciela Carnevale, Jorge Cohen, Rodolfo Elizalde, Noemí Escandell, Eduardo Favario, León Ferrari, Emilio Ghilioni, Edmundo Giura, María Teresa Gramuglio, Martha Greiner, Roberto Jacoby, José María Lavarello, Sara López Dupuy, Rubén Naranjo, David de Nully Braun, Raúl Pérez Cantón, Oscar Pidustwa, Estella Pomerantz, Norberto Púzzolo. Juan Pablo Renzi, Jaime Rippa, Nicolás Rosa, Carlos Schork, Nora de Schork, Domingo Sapia e Roberto Zara
2 RENZI, s/d.
3 LONGONI, 2008, p. 77.
4 La Prensa, 1968.
5 CARREIRA, 1968.
6 FERRARI, 1968, p. 4.
7 FERRARI, 1968, p. 3.
8 FERRARI, 1968, p. 8.
9 GRAMUGLIO; ROSA, 1968, p. 2.
10 FERRARI, 2005, p. 38.
11 CADA (Colectivo de Acciones de Arte), 1981.
12 FERRARI, citado por LONGONI, 2017, p. 163.
13 FERRARI, 1968, p. 4.
14 Grupo de Arte de Vanguardia, 1968.
15 GRAMUGLIO; ROSA, 1968, p. 4.
16 FERRARI, 1968, p. 4.