Beleza, amor e contemplação: sobre a possibilidade de se pensar uma estética em Plotino
Emmanuel Victor H. Moraes
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Ouro Preto (MG)
VICTOR H. MORAES, Emmanuel. “Beleza, amor e contemplação: sobre a possibilidade de se pensar uma estética em Plotino”. Viso: Cadernos de estética aplicada, v. 1, n° 3 (set-dez/2007), p. 1-17.
Aprovado: 12/09/2007 · Publicado: 27/12/2007
Beleza, amor e contemplação: sobre a possibilidade de se pensar uma estética em Plotino

Metafísica, ética e estética se confundem no pensamento de Plotino. O autor nos convida a uma conversão, a um exercício individual de transformação das atitudes e da maneira de olhar. Chama-nos a reaprendermos a ver e a enxergar em nós mesmos o princípio e fim de toda a realidade, o Uno.
A beleza é o aguilhão que desperta em nós o amor e nos permite, através de uma ascese, termos um encontro místico, inefável e silencioso, no qual deixamos de lado até o próprio pensamento e nos abrimos à presença e ao super-derramamento de Amor do Uno, simples e primeiro. Fazer-se artista, esculpir a própria estátua, a própria alma, eis o resumo do convite plotiniano.

Palavras-chave:
Plotino; metafísica; estética; ética; amor; beleza; contemplação
Beauty, Love and Contemplation: About the Possibility of Aesthetics in Plotinus

Metaphysics, ethics and aesthetics are confused in Plotinus thinking. The author invites us to a conversion, to an individual exercise of transformation of our attitudes and points of view. He makes us learn to watch and to see in ourselves the begining and the end of all reality: The One. The beauty is the ferret that arouses love in ourselves and allows us, through an ascent, a mystic and silent encounter, in which we leave behind even thinking itself and open ourselves to the presence and the super-spillage of Love of The One, simple and eternal. To carve our own statue, our own soul - that is the summary of Plotinus' invitation.

Keywords:
Plotinus; metaphysics; aesthetics; ethics; love; beauty; contemplation