Noiva, criada, ciborgue: monstruosidade e gênero no Frankenstein de M. S.
Juliana Fausto
Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Curitiba (PR)
FAUSTO, Juliana. “Noiva, criada, ciborgue: monstruosidade e gênero no Frankenstein de M. S.”. Viso: Cadernos de estética aplicada, v. 13, n° 25 (jul-dez/2019), p. 91-107.
Aprovado: 14/11/2019 · Publicado: 30/12/2019
Noiva, criada, ciborgue: monstruosidade e gênero no Frankenstein de M. S.

O artigo propõe uma leitura de Frankenstein (1818), de Mary Shelley, por meio de algumas de suas figuras femininas ou feminizadas, de modo a sugerir, em diálogo com autoras e autores como Halberstam, Mellor, Riskin e Haraway, uma interpretação da monstruosidade, no romance, como um tipo feminino capaz de ameaçar o projeto científico de conquista da natureza.

Palavras-chave:
Frankenstein; monstruosidade; natureza; mulheres; máquinas
Bride, Ma(i)d(e), Cyborg: Monstrosity and Gender in M. S.’s Frankenstein

The article proposes a reading of Mary Shelley's Frankenstein (1818) through some of her feminine or feminized figures, in order to suggest, in dialogue with authors such as Halberstam, Mellor, Riskin and Haraway, an interpretation of monstrosity, in the novel, as a feminine type capable of threatening the scientific project of conquering nature.

Keywords:
Frankenstein; monstrosity; nature; women; machines